Como ter conversas profundas: 7 passos além do papo furado
Como ter conversas profundas sem forçar a barra: sete passos para trocar o papo furado por uma conversa que fica na memória.
Por A equipe Cartas de conversa · Atualizado em
Se você quer saber como ter conversas profundas, o papo furado não é o vilão. “Como foi seu fim de semana?” é uma ótima pergunta. O problema começa quando vocês ainda estão nela quarenta e cinco minutos depois e nenhum dos dois quer estar.
Para que serve o papo furado
O papo furado funciona como um aperto de mão. É o jeito de duas pessoas confirmarem que estão de boa e dispostas a passar alguns minutos juntas. Pular essa etapa soa pesado: abra um evento de networking com “do que você mais tem medo?” e você vai virar a história que alguém conta para o par naquela noite, e não do jeito bom.
A habilidade está em perceber quando o papo furado está pronto para virar algo mais interessante e dar o passo.
Como ter conversas profundas: sete passos a partir do papo furado
1. Faça a segunda pergunta
O papo furado fica na superfície, mas quase toda resposta tem um gancho para uma versão mais profunda do mesmo assunto. A habilidade está em fazer a pergunta seguinte.
“Como foi seu fim de semana?” “Tranquilo, só recuperei o sono.” “O que anda roubando o seu sono ultimamente?”
Uma pergunta leva você de um relatório do fim de semana para o que a pessoa tem na cabeça.
2. Vá aos detalhes do que a pessoa contou
Se alguém diz “acabei de voltar de Portugal”, deixe de lado o “nossa, que legal” e pergunte: “Que parte de lá você não esperava adorar?” A maioria das pessoas está preparada para uma pergunta sobre o tempo. Uma pergunta específica e curiosa pega a pessoa de surpresa, no bom sentido.
3. Responda com um grau a mais de sinceridade
Quando alguém fizer uma pergunta de papo furado, dê uma resposta um pouco mais sincera do que o formato exige.
“Tudo bem?” Em vez de “tudo ótimo, e você?”, tente: “Na real, a semana foi puxada. E você, como está?” Você deu à outra pessoa abertura para também abrir o jogo. Na metade das vezes, ela abre. Na outra metade, vocês tiveram uma troca agradável, o que já estava ótimo.
4. Use o que está ao seu redor
Se vocês estão no mesmo lugar, já têm assunto. Comente algo específico sobre o ambiente, desde que não seja o tempo.
“Essa é a cafeteria mais esquisita que já vi. Por que será que eles escolheram a taxidermia?” Agora vocês têm um enigma em comum, uma das formas mais rápidas de deixar de parecer gente que nunca se viu.
5. Pergunte o que a pessoa quer dizer
Quando alguém usa uma palavra vaga como “corrido”, “louco”, “puxado” ou “complicado”, pergunte de que tipo.
“O trabalho anda uma loucura.” “Que tipo de loucura?”
Isso mostra interesse sem forçar intimidade e tira vocês do papo furado mais depressa do que quase qualquer outra coisa.
6. Peça a história
Histórias aproximam as pessoas mais do que fatos. Se alguém comentar algo que pode esconder uma história, peça por ela.
“Acabei de me mudar de Porto Alegre.” “Ah, há quanto tempo você morava lá?” rende um fato. “O que fez você finalmente ir embora?” rende uma história.
7. Vá primeiro
Se você quer ir mais fundo e não sabe se a outra pessoa também quer, vá primeiro. Admita algo pequeno e verdadeiro.
“Ainda estou descobrindo o que acho desta cidade, para falar a verdade.” O que a pessoa disser em seguida mostra onde você está. Se ela corresponder, a conversa acabou de ficar interessante. Se desviar, sem problema, e vocês continuam num papo leve e confortável.
Quando ficar na superfície
Às vezes o papo furado é o nível certo. O caixa do mercado não é seu terapeuta, e o colega que você vê uma vez por mês não precisa ouvir sobre a sua infância. Ler a situação importa tanto quanto qualquer técnica.
Sinais de que a pessoa está aberta a uma conversa de verdade: responde com frases completas, devolve perguntas, tem uma postura relaxada e não fica varrendo o ambiente com os olhos. Sinais de que não está: respostas curtas, olhadas para o celular, ficar perto da saída.
A regra das duas perguntas
Se você lembrar de uma coisa só, que seja esta: faça duas perguntas seguidas sobre o mesmo assunto antes de mudar de tema.
A maioria das conversas morre porque trocamos de assunto rápido demais. “Como foi a viagem?” “Ótima.” “Que bom. E você trabalha com o quê?” Isso é uma meia-volta no meio do único assunto sobre o qual a pessoa talvez quisesse falar. Uma pergunta como “Qual foi o melhor momento?” teria rendido mais do que qualquer assunto novo.
Pratique com um baralho
Nosso baralho Clássico está cheio de boas segundas perguntas, e o Jantar entre amigos foi escrito para mesas de pessoas que ainda não se conhecem.
Uma boa conversa se resume a alguns pequenos movimentos praticados até parecerem naturais: perceber o gancho, fazer a segunda pergunta, responder à sinceridade com sinceridade e ficar num assunto até ele se esgotar. Faça isso e as pessoas vão começar a contar coisas que normalmente não dizem em voz alta.
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